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Aos 41 anos, Fábio Assunção acredita estar vivendo a melhor fase da vida

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Aos 41 anos, Fábio Assunção acredita estar vivendo a melhor fase da vida. Afinal, há algum tempo o ator mudou seu estilo de viver e optou pela calmaria.  Hoje, ele volta ao vídeo no terceiro ano consecutivo de “Tapas & Beijos”, na pele de Jorge, o dono da boate La Conga. O ator se diz muito feliz com o humorístico, que é leve e permite que ele mantenha a vida em São Paulo, onde mora, cuide dos filhos e de sua produtora. “É gostoso, o ritmo de gravação não é uma pressão, a gente não tem 30 cenas por dia. O momento agora é esse, estou produzindo muita coisa, curtindo meus filhos, gravando um programa delicioso e não estou pensando no que eu não estou fazendo. Sempre fiz o que gosto, mas agora tenho a chance de conciliar os projetos da TV Globo e os meus”, explica. Mais dedicado à família, o ator tem procurado ser um pai democrático e liberal para o filho João (10) fruto do relacionamento com Priscila Borgonovi (34), e curtido a pequena Ella Felipa, de um ano e onze meses, da relação com Karina Tavares. “Minha filha é danada, ela é brava e isso é bom (risos)”, brinca. Para ele, os filhos são motivo de orgulho e é por isso que ele não tem problemas em compartilhar fotos deles nas redes sociais. “Acho que quem está ali, está carinhosamente, não sinto uma energia ruim, pelo contrário, as pessoas curtem, vibram, hoje me sinto bem fazendo isso”, explica. Confira o bate-papo de CARAS Online com o ator.

- Pensa em ficar um período longo, como alguns atores de “A Grande Família”, que está no ar há mais de dez anos?

- Estou amarradão em fazer, já vamos pro terceiro ano e está redondo. Também estou fazendo minhas coisas na produtora, tocando minha vida, estou em cartaz há dois anos com o texto do Woody Allen (77) plantando mil coisas aí, dirigindo peça, então é divertido, porque é um programa que dá pra equalizar com a vida e é leve, de humor. Eu, que moro em São Paulo, e vou toda semana ao Rio, gravo, a gente bate uma bola, vou embora, dou uma respirada, volto. Tem uma dinâmica criativa.

- Se tornar diretor é um projeto futuro?

- Essa questão de ser diretor é que tenho uma produtora e quero realizar os projetos da produtora, então é um caminho natural eu dirigir tanto a produção, como a parte artística. Mas não sou um diretor de teatro por profissão, não vivo disso, não vou fazer uma peça atrás da outra, mas como era um projeto que tinha muito a ver, adorei quando li, gosto do tema, queria produzir e não quis chamar um diretor, fui fazer e foi um processo incrível. Penso em dirigir de novo, mas não estou ansioso por isso, quando aparecer uma coisa legal vai rolar.

- Como é sua relação com o humor?

- Gosto de fazer humor e estou aprendendo com pessoas que são realmente comediantes, como a Nanda (Fernanda Torres), o Vladimir (Brichta), o Otávio (Muller). Comecei no teatro, mas minha formação é na televisão, em novela, agora estou me divertindo mais em cena. Acho que esse ano estou melhor do que no ano passado, mas minha preocupação não é fazer maravilhosamente bem, quero ter prazer no programa. Estou com 41 anos, quero ter prazer de vir gravar, ninguém está competindo.

- Fazer comédia torna o cotidiano pessoal mais leve?

- Com certeza, é gostoso, o ritmo de gravação não é uma pressão, a gente não tem 30 cenas por dia, a gente vem e grava cinco, seis páginas por dia, então podemos ter um pouco mais de cuidado, nunca fizemos uma cena correndo, temos tempo.

- Não sente falta de seus personagens em novelas, não tem desejo de fazer outro vilão?

- O momento agora é esse, estou produzindo muita coisa, curtindo meus filhos, gravando um programa delicioso e não estou pensando no que eu não estou fazendo, coloco minha energia no que estou fazendo. Sempre fiz o que gosto, mas agora estou tendo a chance de conciliar os projetos da TV Globo e os meus. Mas sempre quis fazer as novelas que fiz, só que agora estou criando os meus também.

- Pensa em ter mais filhos?

-  Não, dois está bom, até porque minha filha nem tem dois anos, senão minha casa vai virar uma enfermaria. Mas o João está com dez e a Felipa vai fazer dois agora em maio, está legal assim.

-  Sempre foi reservado, mas, ultimamente, tem postado fotos dos seus filhos nas redes sociais, no final do ano postou um balanço. Houve uma mudança interna de mostrar mais seu lado pessoal?

- O João está sempre comigo nos lugares, então se eu não fizesse isso, a imprensa de certa forma ia fazer, então gosto de expor o que é bom, positivo e acho meus filhos lindos, tenho orgulho deles e não há porque não compartilhar isso, assim como compartilho as coisas que gosto. Claro que sempre penso na exposição, mas acho que quem está ali, está carinhosamente, não sinto uma energia ruim, pelo contrário, as pessoas curtem, vibram, hoje me sinto bem fazendo isso.

- Como é ser pai de menina. Vai ser ciumento?

- Minha filha é danada, ela é brava e isso é bom (risos).

- Que tipo de preocupação tem com seus filhos?

- Procuro sempre mostrar pro João que ele tem que assumir as responsabilidades dele. Está numa época de videogame e acho que não é questão de proibir, mas temos que mostrar outras coisas interessantes pra ele, mas quem faz a opção é ele. Sou muito democrático, não sou um pai bravo, nunca deixei o João de castigo, não brigo, ele é muito livre, sempre dei acesso a ele e em todos os meus trabalhos ele foi junto. Estou criando um cara que acho que vai ter como responder por ele, fazer as opções dele e acho que esse é o caminho. Acho que minha filha vai pelo mesmo passo e meu filho é um moleque muito equilibrado, nunca precisei podar. Ele gosta de futebol e joga, quando quis jogar tênis também foi, tudo o que quer fazer eu e  a mãe dele viabilizamos, damos o melhor dentro do possível, então o resultado é esse.

- Daqui a alguns anos João vai estar adolescente e vão começar as conversas sobre namoradas, drogas... Está preparado, já que é tão liberal?

- Quando chegar esse momento, converso com ele. Ele não é adolescente ainda, quando chegar, vou estar pronto.

- Qual a maior transformação que a paternidade trouxe pra você?

- Já sou pai há dez anos, mas muda tudo. Não sei exatamente, mas é muito bom, passamos a ter um outro foco, a gente tira um pouco o foco da gente. Dá uns medos de segurança, avião, vou e volto toda semana e quando começa a balançar, fico pensando ‘pelo amor de Deus’.

- Se tornar um quarentão foi um problema para você?

- Sinceramente, acho que estou entrando na melhor fase da minha vida porque me sinto muito bem resolvido, equilibrado e comecei esse ano muito bem, de maneira suave, as coisas acontecendo tranquilamente, um monte de coisas, estou podendo diversificar, tudo no seu tempo. Fisicamente estou ótimo, estou voltando a malhar. Ano passado postei no Facebook em janeiro que tinha malhado e só voltaria no ano que vem e foi fato, voltei agora, as pessoas acharam que foi piada, mas não (risos).


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